Avaliações de riscos em transportadores de correias

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As avaliações de riscos em transportadoras de correias são extremamente importantes para o bom andamento das transportadoras, de modo geral. 

Conforme norma internacional, que objetiva dispor os elementos e condutas para a gestão de riscos, o risco pode ser definido como o resultado da incerteza nos objetivos esperados. A incerteza, por sua vez, consiste na ausência de dados concretos referentes a um evento, seu entendimento, a probabilidade de sua ocorrência e as consequências resultantes.

Os perigos existentes devem ser documentados e controlados de forma apropriada devido à incidência de riscos em locais e equipamentos. Durante a operação, o profissional que irá conduzir o estudo de risco deve planejar o tempo e os recursos necessários para concluir as avaliações de risco necessárias. Alguns riscos com maior grau de magnitude podem requerer análises detalhadas de especialistas na disciplina englobada, enquanto outros podem ter um risco reduzido o suficiente para não precisar de estudos mais detalhados.

A importância da escolha dos transportadores para a avaliação de riscos

No dia a dia das empresas que lidam com manuseio de sólidos a granel, a escolha dos transportadores que serão objetos de um estudo mais detalhado pode depender de vários fatores. Algumas das questões que podem influenciar de forma relevante na escolha de quais transportadores serão selecionados para avaliação são: 

1. Estado de conservação das estruturas civis e metálicas, bem como componentes mecânicos;

2.    Proximidade junto ao mar, emissão de particulados ou outra fonte de corrosão;

3.    Se o transportador está rente ao chão ou levado;

4.    Criticidade do equipamento para o processo produtivo. Neste aspecto, é importante saber se o objeto em análise é singelo ou possui redundância;

5.    Acesso ao objeto, bem como forma de operação e manutenção;

6.    Histórico de sinistros.

Sob o ponto de vista da segurança, o ideal é que as análises de risco sejam feitas nos equipamentos periodicamente, desde a sua concepção, de forma com que possibilitem a mitigação das possibilidades de sinistro. Nesse contexto, até uma inspeção visual na parte estrutural é recomendável de ser realizada sob as luzes da avaliação do risco em que esses serão identificados, analisados, avaliados e ter as ações requeridas para seu tratamento apresentadas.

Como fazer a avaliação de riscos em transportadores de correias de modo eficiente?

Tendo esse cenário estabelecido existe uma grande possibilidade de aplicações de ferramentas de avaliação de riscos. No mercado de manuseio de sólidos a granel, como mineração, portos e empresas agrícolas, existem incontáveis transportadores de correia em operação e manutenção com anos de operação, com diversos fabricantes e tipos de manutenção. 

Portanto, a metodologia proposta para essas avaliações de risco, deve ser de fácil utilização pelo pessoal envolvido na preservação do ativo.

Ao realizar uma análise de risco, é essencial conhecer qual fase do projeto o transportador se encontra para a definição da ferramenta. 

Essas etapas são diversas, veja algumas delas: 

1.    Concepção do projeto;
2.    Detalhamento do projeto;
3.    Planejamento da construção;
4.    Comissionamento;
5.    Operação;
6.    Manutenção.

De forma ideal, o indicado é iniciar as análises e a gestão de risco desde a concepção do projeto, assim as práticas serão mais eficazes e necessitarão de um menor custo de investimento.

Ferramentas necessárias para as avaliações de riscos em transportadores de correias

As avaliações de risco podem variar com o uso de ferramentas mais simplificadas, para riscos de atividades menos complexas, até processos com alto grau de dificuldade envolvendo modelagens matemáticas. 

Uma escolha errônea de ferramenta pode afetar negativamente a confiança no processo de gerenciamento de risco. Em suma, os dois principais erros mais comuns na seleção são:

1. Optar por uma ferramenta que não é capaz de analisar, avaliar e definir o tratamento do risco de forma efetiva;
2. Optar por uma ferramenta mais complexa e/ou demorada do que realmente é necessário dado a simplicidade da análise e a clareza do tratamento. A identificação do risco é uma fase de suma importância dentro da análise. Se esta fase não for realizada de forma apropriada, as demais etapas são comprometidas. Para identificar os riscos em transportadores, existentes em campo, é interessante iniciar a jornada de gestão de risco por meio da utilização de um checklist, que deve ser preenchido na inspeção em campo do transportador de correia que está em manutenção ou operação. Vale ressaltar que o checklist também é adequado para as outras etapas da vida do ativo.

Checklist para as avaliações de risco

A elaboração do checklist deve ter como partida o atendimento às normas correspondentes ao objeto, bem como a expertise da equipe envolvida. Posteriormente a este preenchimento, um brainstorming ou uma reunião para consolidação são indicados. 

Assim é possível agrupar os perigos indesejáveis para que se possa atribuir uma probabilidade e impacto associados a cada risco. Sendo assim, além da lista de verificação, pode ser utilizada mais uma ferramenta na identificação de riscos associada ao checklist.

Para a avaliação do risco é necessário decidir a respeito do nível e prioridade dos perigos. Nesta fase, os riscos podem ser determinados como toleráveis, inaceitáveis ou passíveis de mitigação.

Durante a etapa de tratamento dos riscos, os controles existentes são avaliados e define-se a necessidade de novos fornecimentos para a mitigação ou eliminação do perigo. Neste processo, há uma grande quantidade de interação entre a avaliação e o tratamento da ameaça. Em todo tempo, como preconizado nas normas de risco, deve-se atentar para o monitoramento das etapas da análise, bem como comunicar o estudo realizado de forma eficiente a todos os envolvidos.

Conclusão

A avaliação de riscos é um assunto de suma importância para o contexto industrial como um todo. Com ela, é possível identificar, analisar e tratar riscos de diversas fontes, que poderiam causar os mais diversificados danos, sejam eles financeiros, humanitários, sanitários e/ou ambientais.

A metodologia adotada pela KOT Engenharia para avaliação de riscos em transportadores de correia apresenta como uma das principais vantagens a ampla aplicação em infinidades de tipos de transportadores. Além disso, por não necessitar de estudos computacionais complexos, não apresenta um grande custo de investimento necessário.

A KOT possui a experiência necessária para identificar, registar, analisar e elaborar planos de intervenções relacionados aos riscos envolvidos nas atividades das suas empresas. Consulte o nosso time de especialistas para avaliar as possibilidades de aplicação em seu contexto. Entre em contato conosco!

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Equipe KOT Engenharia

Com mais de 28 anos de história e diversos serviços prestados com excelência no mercado nacional e internacional, a empresa promove a integridade dos ativos dos seus clientes e colabora nas soluções dos desafios de Engenharia. Para essa integridade, utiliza ferramentas para o cálculo, inspeção, instrumentação e monitoramento de estruturas e equipamentos.

Referências:

Referências:

[1] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13743:1996. Roteiro de inspeção para transportadores contínuos em operação – Transportadores de correia. Rio de Janeiro.

[2] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13742:2009. Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Procedimentos de segurança. Rio de Janeiro.

[3] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13862:2017. Transportadores contínuos — Transportadores de correia — Requisitos de segurança para projeto. Rio de Janeiro.

[4] CEMA (CONVEYOR EQUIPMENT MANUFACTURERS ASSOCIATION). TR 2015 – 01 – Recommended CEMA Risk Assessment Process, 2015.

[5] FERREIRA, AENDER LUCIO BARBOSA – METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE RISCO EM EQUIPAMENTOS DE MINERAÇÃO APLICADOS A TRANSPORTADORES DE CORREIA

[6] ISO. ISO 31000: 2009. Risk management–Principles and guidelines. International Organization for Standardization, 2009.

[7] JOY, Jim; GRIFFITHS, Derek. National Minerals Industry Safety and Health Risk Assessment Guideline, Minerals Industry Safety and Health Centre (MISHC), University of Queensland, Australia, 2005.

[8] JOY, J. Occupational safety risk management in Australian mining. Occupational medicine, v. 54, n. 5, p. 311-315, 2004.

[9] MAQOHSC (MINING AND QUARRYING OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY COMMITTEE). MAQFRM-001 – Conveyor Safety Inspection Checklist, 2015.

[10] MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Norma Regulamentadora nº 12- Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Portaria da Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT – Nº 233 DE 09.06.2011.

[11] MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Norma Regulamentadora nº 22- Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração. Portaria da Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT – Nº 202 DE 26.01.2011.

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